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Viajando com Joãozinho da Beira da Praia

Por: Alberto Magno

Equipe Genuína Umbanda

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Certa noite, Joãozinho me apareceu em sonho e foi logo direto ao assunto:

 

“tiozinho eu quero te mostrar alguns lugares. Você vem comigo?”

 

Eu respondi que queria ir sim. Mas, ele fez uma observação, dizendo que para isso ele teria que me matar. Então, eu disse que dessa forma não; se não havia outra maneira. Ele afirmou dizendo só existir aquela maneira, e neste momento não tive mais opção de escolha. Me vi dentro de uma gaiola de ferro suspensa e ele aparecia com uma lança e atravessou essa lança em meu peito; eu vi meu espírito desprendendo-se da matéria e Joãozinho disse:

 

“Me dê a mão e vamos...”

 

Caminhamos muito por um caminho que não havia nada a não ser uma vegetação rasteira. Do meu lado esquerdo um infinito, e em meu lado direito, começava a surgir uma paisagem. Na verdade, surgiam umas montanhas, eu percebia que Joãozinho me induzia a andar mais rápido e que na verdade não eram montanhas e sim vulcões. Então, perguntei o que era aquilo e ele me disse para não olhar muito, pois eram almas que ali habitavam sofrendo a dor da cobrança de seus erros mais pesados. Estavam ali abandonados, esperando um socorro espiritual. Essas almas gemiam, gritavam, e havia nuvens muito cinzas, um ar pesado e aterrorizador. Eu continuava olhando e Joãozinho mais uma vez pediu que eu não olhasse muito porque era perigoso.

 

Continuamos a caminhar e começamos a beirar um rio com água muito limpa; já não era mais uma visão aterrorizadora. Tinha muitos pássaros, de muitas espécies e cores, um rio sereno que ia ficando cada vez mais largo, até que paramos. Parecia um lago, água cristalina, muitos peixes, parecidos com aquelas espécies exóticas, e Joãozinho disse:

 

“Aqui é onde mãezinha Oxum mora, veja a água cristalina, os peixes, os pássaros, mas vamos logo antes que ela chegue, ela não vai gostar de ver a gente aqui.”

 

Seguimos em frente e novamente uma paisagem rasteira. Andamos muito e ele em silêncio e me induzindo mais uma vez a andar mais rápido. Até que o caminho terminava, não tinha mais pra onde ir, ou seja, fim daquele caminho: era a beira de um enorme lago, imenso.

 

Joãozinho disse então para sentarmos para descansar. Em nossa frente, tinha um barco. Joãozinho me pediu para olhar adiante e avistei uma mata fechada. Essa mata dava tom à água do lago, e eu fiquei encantado com aquela mata. Era linda e pedi a Joãozinho para ir até lá e ele me respondeu:

 

“Não tiozinho. Lá mora paizinho Oxossi, e ninguém pode ir lá. Quem vai lá, não volta...”

 

Despertei do sonho, um pouco assustado, um pouco encantado, uma mistura de sensações que fez com que eu demorasse um pouco para conseguir voltar ao normal.

 

Agradeço a Joãozinho da Beira da Praia por me conceder a oportunidade de visitar a morada da minha mãe Oxum e ver a morada do meu pai Oxossi. E, ainda, ver algo que acontece quando nos distanciamos de Deus, praticando o mal e nos comportando de forma involutiva em nossa passagem pela terra.

 

Isso também mostra que a Umbanda em sua prática nos aproxima de Deus, nos proporciona evolução espiritual, nos dá conforto, e nos guia nessa caminhada tão longa através da caridade e amor ao próximo, sempre defendendo a bandeira de nosso Pai Oxalá.

 

Salve Joãozinho da Beira da Praia.

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