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Eparrei Iansã, Eparrei Oyá

4 de Dezembro dia de Santa Bárbara

Autor: Lara lannes

Equipe Genuína Umbanda

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Na sua origem africana, Iansã teve seu culto (como o conhecemos) estabelecido pela cultura iorubá, sendo essa energia vinculada ao rio Niger, ou Oyá.

Quando há incorporação dos falangeiros do Orixá Iansã nos terreiros de Umbanda, essa incorporação revela sua grande força e energia, como autêntica guerreira e exalando seu amor e alegria, com expressão altiva e com o braço direito estendido para cima e a mão direita a balançar. Esse Orixá feminino goza de grande prestígio entre os praticantes tanto da Umbanda quanto do Candomblé e sincretiza com a figura de Santa Bárbara, cultuada no dia 04 de dezembro.

Iansã é a Senhora dos Ventos, da tempestade. Sua energia é vinculada à força da energia de Xangô. Enquanto Xangô rege o trovão, Iansã atua com seus ventos. Isso se demonstra inclusive nas lendas acerca dos Orixás africanos, que vinculam esses orixás como casados e compartilhando grande amor entre eles.

Outro atributo vinculado à Iansã é o de ser a Senhora dos Eguns (mortos). Dentro da sua corrente energética, Iansã é responsável, juntamente com Obaluaiê pelo desprendimento do espírito da vida corpórea. Dentro da sua vibração e atuando nessa função, encontramos o desdobramento de sua energia com a denominação Iansã de Igbale ou Bale, e que no Candomblé equivale à Iansã ligada ao cemitério. Nesse desdobramento energético, o Orixá Iansã magnetiza os espíritos recém-desencarnados, levando-os a refletirem sobre o seu estado consciencial e emocional para, a partir daí, redirecioná-lo à retomada de seu caminho evolutivo.

Iansã é ainda o Orixá regente da linha de boiadeiros, apesar desses trabalharem em todas as 7 linhas da Umbanda, subordinados ainda, à Omulu.

Nas lendas provenientes do Candomblé, Iansã foi mulher de Ogum e depois de Xangô, seu verdadeiro amor. Xangô roubou-a de Ogum.

É a iabá de temperamento mais forte, dotada de uma força bélica que encontra correspondência, pelo lado masculino, em Ogum. Esse temperamento afirma-lhe a qualidade de guerreira e de líder, mas não de mãe, como Oxum ou Yemanjá, mesmo tendo tido nove filhos de Ogum. Também chamada de Oyá.

Na liturgia da Umbanda, Iansã é senhora dos eguns, os espíritos dos mortos. É ela que servirá de guia, ao lado de Obaluaiê, para aquele espírito que se desprendeu do corpo. É ela que indicará o caminho a ser percorrido por aquela alma.

Comanda, também, a falange dos Boiadeiros.

Na Umbanda a guia de Iansã é de cor amarela e no Candomblé é vermelha.

Iansã é o vento, a brisa que alivia o calor. Iansã é também o calor, a quentura, o abafamento. É o tremular dos panos, das árvores, dos cabelos. É a lava vulcânica destruidora. Ela é o fogo, o incêndio, a devastação pelas chamas.

Oyá é o raio, a beleza deste fenômeno natural. É o seu poder. É a eletricidade. Iansã está presente no ato simples de acendermos uma lâmpada ou uma vela. Ela é o choque elétrico, a energia que gera o funcionamento de rádios, televisões, máquinas e outros aparelhos. Iansã é a energia viva, pulsante, vibrante.

Chamada também de "A Virgem da Coroa", Iansã é de expressão séria e porte de guerreira, batalhadora e lutadora. Iansã na umbanda incorpora com expressão altiva e com o braço direito estendido para cima e com a mão direita a balançar, como se estivesse chamando os raios. Sua imagem é a de Santa Bárbara, ou seja, uma moça de cabelos claros com uma túnica vermelha por cima de um vestido amarelo, segurando um ramo ou uma espada. As cores de Iansã na Umbanda variam conforme a região, o que se reflete nas cores de suas velas votivas. No centro do país os terreiros usam as cores amarela ou vermelha. Já no Rio Grande do Sul alguns terreiros usam a cor azul-escura.


Sincretismo: identificada como Santa Bárbara, tornou-se protetora contra os raios e tormentas. Festejada no dia 04 de dezembro, dia de Santa Bárbara.

Cores: As cores de Iansã variam, de acordo com os lugares e terreiros: cor-de-rosa ou amarelo. As contas são de cristal amarelo, mas também sofrem variações.

Oferendas: Velas brancas, amarelas; champagne branca, licor de menta e de anis ou de cereja; rosas e palmas amarelas, tudo depositado no campo aberto, pedreiras, beira-mar, cachoeiras, etc.

Locais: margem de rios, ventania.

Saudação: Eparrei, Iansã!

Dia da semana: quarta-feira, também dia de Xangô.

(texto extraído da Apostila Genuína Umbanda, Vol II - Os Orixás)

Eparrei, Oyá, Eparrei Senhora dos Ventos! Salve sua energia que vibra e movimenta tudo ao nosso redor! Salve, minha mãe Iansã, que seus falangeiros, que sua energia possa sempre varrer os inimigos de nosso caminho, que seus ventos representem sempre o afastamento da energia negativa que teima em se abater sobre os filhos seus, nós humanos encarnados! Eparrei Iansã, Eparrei Mamãe de Aruanda!

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