ZÉ
PELINTRA
“Zé
Pelintra, Zé Pelintra
Boêmio da madrugada
Vem
na linha das almas
E
também na encruzilhada
Amigo
Zé Pelintra
Que
nasceu lá no sertão
Enfrentou a boemia
Com
seresta e violão
Hoje
na Lei de Umbanda
Acredito no senhor
Pois
sou seu filho de fé
Pois
tem fama de Doutor
Com
magia e mirongas
Dando
forças ao terreiro
Sarava Seu Zé Pelintra
O
amigo verdadeiro”
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Autor: Lara Lannes
Equipe Genuína Umbanda
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Esta
entidade começou sua missão aparecendo no culto à Jurema, ou
Catimbó, na região Nordeste do país, onde estes espíritos eram
chamados de Mestres. E, por ter esta característica, Zé Pelintra não
aparece em uma gira específica na Umbanda, podendo se apresentar na
Linha de Exus, Baianos, e em certos casos, nas de Pretos-Velhos.
Os
espíritos da falange de Zé Pelintra são espíritos desencarnados há
muitas décadas, que passaram a realizar trabalhos espirituais dentro
da Umbanda, na prática da caridade e para o progresso do ser humano.
Com o passar do tempo, Zé Pelintra passou a ser visto na Umbanda
como o Chefe da falange de Malandros, por apresentar-se como um
espírito "boêmio", "malandro" e brincalhão, que apesar dessas
características, trabalha com seriedade, abrindo caminhos,
resolvendo problemas financeiros e demais mazelas do consulente,
tendo sempre uma palavra amiga, uma ajuda, um trabalho de caridade.
A
falange de Zé Pelintra quando incorporados em seus médiuns podem se
apresentar de forma brincalhona, dançando muito, elogiando e
apreciando as mulheres presentes; mas, por outro lado, em
determinados momentos, ficam sérios, parados e apoiados em sua
bengala, analisando e observando o movimento ao seu redor.
As vestes nas quais, normalmente, se apresentam os espíritos que
compõem essa falange, são o terno branco e gravata vermelha, cravo
na lapela, chapéu panamá, com fita vermelha.
Zé
Pelintra é uma das Entidades mais ecléticas da Umbanda e para alguns
é considerado um Exu, embora não o seja, conforme ele mesmo muitas
vezes chega a frisar. Tal comparativo acontece pelo fato de que Zé
Pelintra não tem gira específica, manifestando-se muitas vezes nas
giras de Exu, confraternizando e realizando trabalhos juntamente com
estas entidades, utilizando a mesma energia que seus “compadres”
exus para combater e cortar as energias negativas presentes no
ambiente.
Zé
Pelintra trabalha na prática da caridade, pregando que cada um colhe
o que planta, e que o plantio é livre, mas a colheita obrigatória.
Seu trabalho realiza-se no âmbito material e espiritual, pregando a
igualdade entre os homens e as religiões existentes, já que fundadas
todas elas no princípio de que todos somos espíritos em evolução, em
graus evolutivos diferentes e, que através da ajuda mútua, nos
aproximaremos dos valores reais divinos e vindos dos planos
superiores.
Zé
Pelintra costuma ser homenageado em festas em que confraterniza com
os consulentes e convidados, atendendo a todos sem distinção de raça
ou credo, ou condição social
Existem
algumas histórias pessoais sobre Zé Pelintra, de que ele viveu no
Nordeste, ou no Rio de Janeiro, no bairro da Lapa, berço da boemia
carioca. Não podemos esquecer que as linhas da Umbanda são compostas
por vários espíritos, cada um com sua história de vida e encarnações
sucessivas, a todos sendo devido respeito pela sua condição de
espírito de luz e trabalhador nas searas da caridade.

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