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Paulo de Tarso, também chamado de
Apóstolo Paulo, Saulo de Tarso e
São Paulo foi fundamental por causa do seu
papel como proeminente apóstolo do Cristianismo
durante a propagação inicial do Evangelho, pelo
Império Romano.
Conhecido como Saulo antes de sua conversão, ele
se dedicava à perseguição dos primeiros
discípulos de Jesus na região de Jerusalém. De
acordo com o relato na Bíblia, durante uma
viagem entre Jerusalém e Damasco, numa missão
para que, encontrando fiéis por lá, "os
levasse presos a Jerusalém", Saulo teve uma
visão de Jesus envolto numa grande luz.
Enquanto tentava compreender o que estava
acontecendo, ouviu uma voz: "Saulo, Saulo,
por que me persegues?" Assustado, perguntou:
"Quem és, Senhor?" A voz lhe respondeu: "Eu
sou Jesus a quem tu persegues". "Senhor, que
queres que eu faça?" A voz disse: "Levanta-te,
entra na cidade. Aí te será dito o que deves
fazer".
Ficou cego, mas recuperou a visão após três dias
e começou então a pregar o Cristianismo.
A
conversão de Paulo mudou radicalmente o curso de
sua vida. Através de suas atividades
missionárias e obras, Paulo eventualmente
transformou as crenças religiosas e a filosofia
na região da bacia do Mediterrâneo.
Saulo, o perseguidor, converteu-se no grande
arauto do Cristianismo, um caso único. Alguém
que não chegou a conhecer Jesus pessoalmente,
que não fazia parte dos doze apóstolos, mas que
se lançou na difícil missão de evangelizar os
povos pagãos, percebendo que não era necessário
passar pelo judaísmo para se tornar discípulo de
Jesus.
No
apostolado de Paulo não faltaram dificuldades,
que ele enfrentou com coragem por amor de
Cristo.
Através de suas cartas, Paulo transmitiu às
comunidades cristãs e aos seus discípulos uma fé
fervorosa em Jesus Cristo, na sua morte e
ressurreição. A esta fé soma-se um fator
fundamental: o seu temperamento, que era
passional, enérgico, ativo, corajoso e também
capaz de idéias elevadas e poéticas.
"Assim
que começou as pregações, começaram a chegar
emissários de outros pontos.
Sentindo-se incapaz de atender a todas as
necessidades ao mesmo tempo, o abnegado
Discípulo, valendo-se um dia do silêncio da
noite, rogou a Jesus com lágrimas, não lhe
faltasse com os socorros no cumprimento da
tarefa.
- Sentiu-se
envolvido e ouviu do Senhor!...-
Não temas- prossegue ensinando e não te
cales, porque estou contigo. Poderás resolver o
problema, escrevendo a todos os irmãos em meu
nome.
Assim começou o movimento dessas cartas
imortais, cuja essência Espiritual provinha da
esfera do Cristo.
Sente-se por sua leitura, que nelas Paulo pôs
todo o seu coração, que era o coração do Cristo.
Ao mesmo tempo percebe-se também seu caráter
impulsivo, entusiasta, violento, agressivo e
intolerante em relação à desonestidade e a
injustiça. Consegue-se ver a um só tempo, o
irmão, o amigo, o Pai, Mestre, culto e profundo,
mas inflexível para com os vícios e maus
costumes.
Por
isso, suas cartas mostram às vezes explosões de
ternura, arrebatamento de pensamentos,
delicadeza de poesia, brados de triunfo e
declarações de guerra.”
(Trecho com base no livro “Paulo e Estevão”,
por Emmanuel)
Além
de alguns discursos a ele atribuídos,
mencionados nos Atos dos Apóstolos,
deixou 14 cartas dirigidas a várias comunidades
convertidas e a amigos.
Nas
cartas que escreveu às comunidades que fundou,
mostrou-se o grande teólogo empenhado em
elaborar uma síntese do mistério cristão que
atravessasse os tempos.
Esses documentos se caracterizam por conterem
valiosas regras de vida completamente
atemporais, que jamais perderão seu significado
se praticados para garantirem a harmonia em
qualquer sociedade, em qualquer época.
Quando ouvimos
ou lemos, as incisivas palavras de Paulo,
sentimos que mesmo depois de tantos séculos elas
penetram fundo em nossos corações e, então
desejaríamos que nossa alma fosse como a de
Paulo:
CÉU
E MAR.
CÉU PELA PUREZA E MAR PELA
PROFUNDIDADE.
No ano de 64 D.C., foi morto decapitado pelas
Legiões Romanas, nas perseguições aos Cristãos
instauradas por Nero, depois do grande incêndio
de Roma.
É
celebrado nos dias 25 de janeiro,
tradicionalmente o dia da sua conversão, e 29 de
junho, o dia de sua morte. Não era apóstolo
oficialmente, mas foi considerado o apóstolo do
gentios por causa da sua grande obra missionária
nos países gentílicos. Ele dizia de si mesmo: "Eu
trabalhei mais que todos os apóstolos... e ai de
mim se não evangelizar!", mas também dizia:
"Eu sou o menor dos apóstolos... não sou
digno de ser assim chamado". |