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SÃO JERÔNIMO - KAÔ KABECILE, PAI XANGÔ

 

 

 

ORAÇÃO A XANGÔ

"Kaô meu Pai, Kaô
O Senhor que é o Rei da Justiça,
faça valer por intermédio de seus doze ministros,
a vontade Divina,
purifique minha alma na cachoeira.
Se errei, conceda-me a luz do perdão.
Faça de seu peito largo e forte meu escudo,
para que os olhos de meus inimigos não me encontrem.
Empresta-me sua força de guerreiro,
para combater a injustiça e a cobiça.

Minha devoção ofereço.
Que seja feita a justiça para todo o sempre
É meu Pai e meu defensor,
conceda-me a graça de receber sua luz
e de receber sua proteção.
Kaô meu Pai Xangô, Kaô."

 (Fonte-web:http://www.tendacaxana.com.br) 

Neste último dia do mês celebramos São Jerônimo, presbítero e doutor da Igreja. Ele nasceu na Dalmácia em 340, e ficou conhecido como escritor, filósofo, teólogo, retórico, gramático, dialético, historiador, exegeta e doutor da Igreja.

Com posse da herança dos pais, foi realizar sua vocação de ardoroso estudioso em Roma. Estando na "Cidade Eterna", Jerônimo aproveitou para visitar as Catacumbas, onde contemplava as capelas e se esforçava para decifrar os escritos nos túmulos dos mártires. Nessa cidade, ele teve um sonho que foi determinante para sua conversão: neste sonho, ele se apresentava como cristão e era repreendido pelo próprio Cristo por estar faltando com a verdade (pois ainda não havia abraçado as Sagradas Escrituras, mas somente escritos pagãos). No fim da permanência em Roma, ele foi batizado.

Após isso, iniciou os estudos teológicos e decidiu lançar-se numa peregrinação à Terra Santa, mas uma prolongada doença obrigou-o a permanecer em Antioquia. Enfastiado do mundo e desejoso de quietude e penitência, retirou-se para o deserto de Cálcida, com o propósito de seguir na vida eremítica. Ordenado sacerdote em 379, retirou-se para estudar, a fim de responder com a ajuda da literatura às necessidades da época. São Jerônimo traduziu, a pedido do Papa Dâmaso,  a Bíblia para o latim (língua oficial da Igreja na época). Esta tradução recebeu o nome de Vulgata.

Saiu de Roma e foi viver definitivamente em Belém no ano de 386, onde permaneceu como monge penitente e estudioso, continuando as traduções bíblicas, até falecer em 420, aos 30 de setembro com, praticamente, 80 anos de idade.


Ele é honrado com sendo um dos primeiros estudiosos do início da Igreja e um gênio que deu uma grande contribuição para a área escolástica bíblica.

Na Umbanda, São Jerônimo é venerado como Xangô (Agodô).

Conforme a região do Brasil, Xangô é sincretizado com um Santo determinado: em algumas regiões, como o Rio de Janeiro, a dois simultaneamente (São João Batista comemorado a 24 de junho e São Jerônimo comemorado a 30 de setembro).

Xangô é Deus do raio, do trovão, da justiça e do fogo. Seu símbolo principal é o machado de dois gumes e a balança, símbolo da justiça. Tudo que se refere à estudos, à justiça, demandas judiciais e contratos, pertencem a Xangô. 

Suas decisões são sempre consideradas sábias, ponderadas, hábeis e corretas. Xangô é a representação da energia divina do equilíbrio de tudo e de todos.

Seu dia na semana é a quarta feira; sua cor na Umbanda é o marrom.

ELEMENTOS: Fogo (grandes chamas, raios), formações rochosas.

SAUDAÇÃO: Kaô Kabecile!

ALGUNS PONTOS CANTADOS:

 

"Xangô mora na pedra lisa,

Seu Agodô, Zabará sem camisa.

Xangô mora na pedra lisa,

Seu Agodô, Zabará sem camisa.

Salve a coroa de santo é o maior,

É de Pai Xangô, Kaô é de Abomi

É de Kaô."

 

"Eu fui na mata buscar meu guia

E lá encontrei Pai Xangô que existia

Só só só nosso Pai é Xangô!

Só só só é Xangô Agodô!."

 

 

 

"Xangô quando chega no reino como é que ele diz

 é com fé
Xangô Agodô, Xangô Agodô
Mais um que ele cura,

mais um que ele salva é do Rei Ogum do Congo
É do Rei Ogum do Congá."

 

"Ele é Xangô das Almas
ele é feito nas Almas
Ele é Xangô das Almas
ele é feito nas Almas
Oh Almas, oh minhas almas
seu Agodô que venha nos valer"

 

"Salve, Pai Xangô, sua benção e sua proteção hoje e sempre, que a força da Energia do raio e do trovão possam sempre me fortalecer e me defender por todos os caminhos! Kaô Kabecile, Pai Xangô!"

 


 

 

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