16 DE AGOSTO – DIA DE
SÃO ROQUE - OMULU/OBALUAIÊ
Autor:
Lara Lannes
Equipe
Genuína Umbanda
www.genuinaumbanda.com.br
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Oração à São
Roque
Glorioso São
Roque, alcançai-nos de Cristo Nosso Senhor as
graças que nos são necessárias para vivermos
dignamente a vida cristã.
Aumentai em nós a fé, a esperança e a caridade.
Seguindo o Vosso Exemplo queremos amar a Deus
sobre todas as coisas e amar ao próximo como
Cristo nos mandou.
Queremos ajudar aos pobres, aos doentes, aos
necessitados de toda a espécie, como vós mesmo o
fizestes.
E que um dia, na glória do céu, nós possamos,
convosco, gozar da vida eterna. Amém.
Oração à São
Roque - Para alcançar a cura em qualquer
enfermidade
Ó inefável
padroeiro nosso, São Roque, pela ardente
caridade com que amastes o próximo nesta terra,
chegastes a expor vossa própria vida para
assisti-lo nas necessidades e doenças,
especialmente nas moléstias contagiosas. Oh!
Fazei que estejamos sempre livres dessas
terríveis enfermidades e livrai-nos da peste
ainda perigosa que é o pecado. Amém. |
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“São Roque bendito,
de Jesus querido, livrai-nos da peste e de quem nos
tenha
ofendido.”
Originário de família
nobre, distinta e abastada, São Roque nasceu em
Montpellier, na França, em 1295.
Seu
nascimento teve o significado de um grande dom de Deus e
fruto das orações de seus pais. Libéria, sua mãe, mulher
virtuosa, era devotada de Nossa Senhora, a quem
recorreu, pedindo a graça de ter um filho, apesar de sua
idade avançada. Foi atendida em seu anseio e dedicou-se
com cuidado à educação de Roque, incutindo-lhe desde
cedo a devoção à Nossa Senhora.
Perdeu os
pais entre os quinze e vinte anos, herdando um enorme
patrimônio. Mas as aspirações de Roque eram por outra
herança: queria viver na pobreza, imitando a
Cristo.Assim, inclinado para a piedade, repartiu entre
os pobres, em segredo, tudo o que pode colher de suas
rendas. Como a idade não lhe permitia dispor nem alienar
seus bens de raiz, confiou-os a um tio, partindo sem
nada para Roma, mendigando pelo caminho.
Chegando a
Toscana, em Aguapendente, viu a grande mortalidade
causada pela peste. Levado pelo desejo de ser útil aos
empestados, pediu permissão ao administrador do hospital
para assistir aos doentes, o que lhe foi permitido.
Logo que
Roque se meteu entre os empestados, cessou a epidemia da
doença naquela cidade. O mesmo se deu em Cesena e outras
localidades; dizia-se que a peste fugia de Roque.
Tomando
conhecimento de que a epidemia chegara a Roma, Roque
partiu imediatamente. Lá chegando, foi ouvido em
confissão pelo cardeal Britânico que então tomou
conhecimento dos dons que o Santo possuía. Pediu-lhe
para que suplicasse a Deus pelo fim do flagelo que
atingia a cidade. Roque fez a oração e sentindo que
alcançara a graça, convidou o cardeal a agradecê-la
juntamente com ele. Mas esse fato se creditou à virtude
do Santo.
Permaneceu
em Roma por três anos, praticando a caridade na
assistência aos enfermos. Ao retornar à França, foi
passando por localidades da Itália, onde já havia
estado. Ficou por alguns anos nas cidades da Lombardia,
tratando os doentes a quem, muitas vezes, curava com o
sinal da cruz.
Em Piacenza
(Palencia), acabou por contrair a doença. Certa noite
despertou com febre e dor aguda na perna esquerda, o que
o fazia gritar. A violência do mal não lhe permitia
tranqüilidade interior. Para não perturbar com seus
gritos os outros doentes do hospital, dirigiu-se para
fora da cidade, à entrada de um bosque, onde encontrou
uma pequena choça que lhe serviu de abrigo. Esse foi seu
refúgio para não perturbar ninguém.
Com a graça
de Deus, Roque viu brotar perto da cabana, um manancial
de água cristalina. Com ela, sentia mais alívio, ao
lavar suas feridas. Se não fosse um cão que todos os
dias lhe trazia pão roubado da mesa do dono, teria
morrido de fome. O dono do cão, intrigado com a
regularidade com que este lhe roubava o pão, seguiu-o
certa vez, pela floresta, encontrando Roque, de quem
tornou-se amigo, fazendo o possível para ajudá-lo.
Curado da
peste, Roque dirigiu-se para à França a fim de liquidar
o restante de seus bens. Montepellier estava em guerra
civil quando lá chegou. Tido como espião, foi levado à
presença do governador que era seu tio. Diante dele,
sequer afirmou sua identidade. Ninguém o reconheceu,
pois os anos e a vida que levara alteraram-lhe a
fisionomia e a aparência. Preso, ficou num calabouço
escuro durante cinco anos. Seu alimento era pão e água,
passando os dias em oração. Sua consolação estava em
Deus e na Virgem Maria.
Completamente abandonado Roque, falecia pouco depois.
Era o dia 16 de agosto de 1327. Ao descer ao calabouço,
o carcereiro viu uma luz muito brilhante saindo pelas
brechas da cela. Abriu a porta e encontrou Roque morto,
estendido no chão.
Difundiu-se
pela cidade, rapidamente, a notícia de que havia
falecido um Santo na prisão. Muitas pessoas dirigiram-se
para lá. Entre os visitantes, estava também sua avó, que
reconheceu o corpo de Roque por uma mancha cor de vinho,
em forma de cruz, que ele tinha no peito.
Ao ter
conhecimento de que o morto era seu sobrinho, o
governador ficou inconsolável pela dureza com que o
tratara e providenciou suntuosos funerais. O corpo de
Roque foi conduzido triunfalmente pelas ruas da cidade,
acompanhado de clero, nobreza e povo.
Em seu nome,
logo aparecerem diversos e prodigiosos milagres. Durante
o Concílio de Constança, em 1414, São Roque foi invocado
contra a peste que tomara conta da cidade. A partir
dessa data, o culto de São Roque se estendeu por toda a
Europa, particularmente à Itália e à Flandres. Este
culto foi solenemente confirmado pelo Papa Urbano VIII e
por dois decretos da Sagrada Congregação dos Ritos de 16
de julho e 26 de novembro de 1629.
São Roque é
geralmente representado em trajes de peregrino, por
vezes com a vieira típica dos peregrinos de Compostela,
e com um longo bordão do qual pende uma cabaça. Um dos
joelhos é geralmente mostrado desnudado, sendo visível
uma ferida (bubão da peste). Por vezes é acompanhado por
um cão, que aparece a seu lado trazendo-lhe na boca um
pão.
OMULU-OBALUAIÊ
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ORAÇÃO A
OBALUAIÊ
Salve o Senhor
o Rei da Terra!
Médico da Umbanda, Senhor da Cura de todos os
males do corpo e da alma.
Pai da riqueza e da bem-aventurança.
Em ti deposito minhas dores e amarguras,
rogando-te as bênçãos de saúde, paz e
prosperidade.
Faz-me digno de merecer todo dia e toda noite,
vossas bênçãos de luz e misericórdia.
Oh, Mestre da Vida,
Vós é o limitador das enfermidades.
Suplicamos sua misericórdia aos males que nos
afetam!
Que suas chagas abriguem nossas dores e
sofrimentos.
Concede-nos corpos sadios e almas serenas.
Mestre da Cura, amenize nossos sofrimentos que
escolhemos resgatar nessa encarnação!
ATOTÔ
ATOTÔ OBALUAIÊ!
“Casinha
branca, casinha branca,
que eu mandei fazer
para oferecer a meu pai Omulu,
meu pai Omulu, seu Atotô Obaluaiê
oi salve Mamãe Oxum!
Saluba Nanã
Buruquê!
Salve Atotô Obaluaiê...” |
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No dia 16 de
Agosto, festeja-se Omulu/Obaluaiê na Umbanda. O
sincretismo com São Roque dá-se pela representação desse
santo apresentar chagas em seu corpo, e por serem
cultuados os Orixás Omulu e Obaluaiê como as energias
responsáveis tanto pelas doenças como por sua cura.
O nome
desses Orixás está relacionado ao "rei e dono da terra".
Sua veste é representada em palha e esconde o segredo da
vida e da morte. Está relacionado à terra quente e seca,
como o calor do fogo e do sol.
Energias
Divinas cultuadas desde o Antigo Egito, os Orixás Omulu
e Obaluaiê sempre estiveram presentes nas diversas
culturas, através da figura do “Anjo da Morte”, do
“Ceifador de Vidas”. Na África, essas energias eram
consideradas como os Senhores da Vida e da Morte,
dependendo do culto seguido. Quando os negros africanos
aqui chegaram, trouxeram em sua bagagem esse
conhecimento adquirido ao longo dos tempos, legando a
esses Orixás os domínios sobre a morte, as doenças e à
medicina.
É muito
comum, no culto umbandista, os terreiros não fazerem
diferenciação entre a energia dos Orixás Obaluaiê e
Omulu. No entanto, existem características distintas em
cada uma dessas emanações do Criador. Provavelmente a
confusão que existe em relação a essas duas Forças
Cósmicas deriva do fato de que ambos os Orixás, Omulu e
Obaluaiê, regem as energias relacionadas à vida e morte
dos espíritos encarnados.
No aspecto
relativo à morte, o Orixá Omulu é aquele que nos
encaminha após nosso desencarne até o nosso local de
destino, até que nos deparemos com o resultado de nossa
última existência carnal. Seus falangeiros são os
espíritos que atuam na hora da libertação da matéria. É
por isso que a energia desse Orixá está presente em
cemitérios, hospitais, necrotérios, etc.
Já a energia que recebe o
nome de Obaluaiê, juntamente com a energia do Orixá Nanã,
é encarregado de trazer o espírito à nova vida que irá
ter na matéria. Obaluaiê é o Senhor das Passagens. Seus
falangeiros respondem pela elaboração do projeto da nova
encarnação do espírito, fazendo a redução do perispírito
até o tamanho fetal,
atuando na
ligação do espírito ao corpo, após a fecundação,
fixando-o ao útero materno para o desenvolvimento com
vida e posterior nascimento.
Obaluaiê,
assim como Omulu, traz a cura para as nossas doenças. É
a energia de Obaluaiê que possibilita a atuação dos
médicos e profissionais de saúde para trazerem o alívio
necessário às dores dos que sofrem.
Cores: branco e preto, suas contas são feitas
intercalando essas duas cores.
Oferenda:
Velas brancas e brancas/pretas; vinho rosé licoroso,
água potável; coco fatiado coberto com mel e pipocas;
rosas, margaridas e crisântemos, tudo depositado no
cruzeiro do cemitério, à beira-mar ou à beira de um
lago.
Sincretismo: é identificado com São Lázaro e São
Roque, sua comemoração se faz no dia 16 de agosto (Obaluaiê)
e 02 de novembro (Omulu).
Saudação: Atotô.
Dia da semana: segunda-feira.
(trechos
extraídos da Apostila Genuína Umbanda, Volume II - Os
Orixás)
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