15 DE
AGOSTO – NOSSA SENHORA DA GLÓRIA (ASSUNÇÃO DE NOSSA
SENHORA)
Autor:
Lara Lannes
Equipe
Genuína Umbanda
www.genuinaumbanda.com.br
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Oração a Nossa Senhora da Glória
Ó
Dulcíssima Soberana, Rainha da Glória, bem
sabemos que, miseráveis pecadores, não éramos
dignos de Vos possuir neste vale de lágrimas,
mas sabemos também que a Vossa grandeza não Vos
faz esquecer a nossa miséria e no meio de tanta
glória a Vossa compaixão longe de diminuir,
aumenta cada vez mais para conosco. Do alto
desse trono de onde reinam sobre todos os Anjos
e Santos, volvei para nós os Vossos olhos
misericordiosos e Vêde a quantas tempestades e
mil perigos estaremos sem cessar expostos até o
fim de nossa vida! Pelos merecimentos de Vossa
bendita morte, obtendo-nos o aumento de fé, de
confiança e da santa perseverança na amizade de
Deus, para que possamos ir um dia beijar os
Vossos pés e unir as nossas vozes às dos
Espíritos celestes, para Vos louvar e cantar a
Vossa glória eternamente no Céu. Assim seja.
Pedido para livrar-nos da maldade dos nossos
inimigos, das doenças infecciosas, e da morte
súbita
Nossa Senhora da Glória, ornada das mais
fulgurantes estrelas do firmamento, sentada em
vosso trono na corte do Altíssimo.
Vinde em meu socorro, amparai-me nas
tribulações, protegei-me contra as ciladas do
Espírito das trevas, acorrei em meu auxilio.
Nossa Senhora da Glória, graças vos sejam dadas,
louvores sejam entoados à vossa pureza, Santa
Mãe de Nosso Senhor Jesus Cristo que padeceu e
morreu na cruz pelos nossos pecados.
Livrai-me, Senhora, da maldade dos meus
inimigos.
Livrai-me das doenças Infecciosas. Livrai-me da
morte súbita. Vinde em meu auxílio na hora da
minha morte.Amem. |
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Dia 15 de
agosto celebra-se Nossa Senhora da Glória, cuja figura
representa o ato da assunção corpórea da Virgem Maria.
Embora
representada de maneiras diferentes, no caso da
representação da Virgem Maria em Nossa Senhora da Glória
o significado está na glorificação de Maria, assunta ao
Céu, coroada como Rainha da Glória. Por isso mesmo sua
representação é feita trazendo uma coroa na cabeça, um
cetro na mão e nos braços o Menino Jesus.
Há 58
anos o Papa Pio XII proclamou o dogma da Assunção
corpórea: "Depois de elevar a Deus muitas e
reiteradas preces e de invocar a luz do Espírito da
Verdade, para glória de Deus
onipotente,
que outorgou à Virgem Maria sua peculiar benevolência;
para honra do seu Filho, Rei imortal dos séculos e
vencedor do pecado e da morte; para aumentar a glória da
mesma
augusta Mãe e
para gozo e alegria de toda a Igreja, com a autoridade
de nosso Senhor Jesus Cristo, dos bem-aventurados
apóstolos Pedro e Paulo e com a nossa, pronunciamos,
declaramos e definimos ser dogma divinamente revelado
que a Imaculada Mãe de Deus e sempre Virgem Maria,
terminado o curso da sua vida terrena, foi
assunta em
corpo e alma à glória do céu". (Constituição
Munificentissimus
Deus, 1º
de
novembro de
1950).
A festa litúrgica é celebrada desde a
antigüidade,
no Oriente e no Ocidente. Os ortodoxos também a celebram
com o nome de
Dormição
da Mãe de Deus (Theotókos),
os
armênios a celebram
no 3º domingo de agosto.
Embora a Igreja ortodoxa não considere a
assunção corpórea um
dogma de fé, também crêem que ela foi levada aos céus de
corpo e alma.
No Rio de Janeiro, a
devoção a Nossa Senhora da Glória surgiu no início do
século XVII, alguns anos após a fundação da cidade, no
ano de 1608. Mas, as origens históricas remontam a 1671.
O ermitão Antonio Caminha, natural do Aveiro, esculpiu a
imagem da Virgem em madeira e ergueu uma pequena ermida
no "Morro do Leripe", onde já existia a gruta,
formando-se em torno um círculo de devotos.
Diz a lenda que para
presentear o rei D. João V, Caminha fez uma réplica da
imagem embarcando-a para Portugal. O navio que a
transportava naufragou e as ondas a levaram para uma
praia na cidade de Lagos, no Algarve. Aí frades
capuchinhos a recolheram, levando-a para o convento onde
é cultuada até os dias atuais, na Igreja de São
Sebastião.
ODÔIA IEMANJÁ! ODOFEIABÁ!
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Odoiá, Odoiá, Iemanjá
Rainha das Ondas, sereia do mar.
Como é belo seu canto, senhora!
Quem escuta chora, mãe das águas,
do oceano, soberana das águas.
Dê-me sucesso, progresso e vitória.
Abra meus caminhos no amor e cuide de mim.
Que as águas sagradas do oceano lavem minha alma
e meu ser.
Abençõe, mãe, minha família e meus amigos.
Permita que o amor seja nossa maior fonte de
energia.
Sou suas águas, suas ondas, e a senhora cuida
dos meus caminhos.
Iemanjá, em seu poder eu confio.
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Dia 15 de
Agosto comemora-se o dia de Nossa Senhora da Glória que
é sincretizada com Iemanjá na Umbanda (de acordo com o
calendário oficial de Umbanda).
É o
único Orixá que tem sua imagem própria nos Altares,
dispensando o sincretismo como acontece com os demais
Orixás: Uma bela Mulher, saindo das águas do Mar, com
vestimenta em Azul Claro, com o Colo Nu, espargindo
estrelas de ambas as mãos.
Na verdade,
a data comemorativa para Iemanjá varia de região para
região, sendo tanto em 15 de agosto, quanto em 02 de
fevereiro, 08 de dezembro, ou ainda, na passagem do ano.
No Rio de Janeiro,
revencia-se a Mãe d´Água em 15 de agosto. Em
São Paulo,
a maior comemoração é no dia 08 de dezembro, na
Praia Grande.
Em Salvador,
ocorre anualmente, no dia 02 de fevereiro, dia de Nossa
Senhora da Candeia, uma das maiores festas do país em
homenagem à Rainha do Mar. A celebração envolve milhares
de pessoas que, trajadas de branco, saem em procissão
até à foz do rio Vermelho, onde depositam variedades de
oferendas, tais como espelhos, bijuterias, comidas,
perfumes e toda sorte de agrados.
Em 08 de
dezembro, ocorre a festa de Nossa Senhora da Conceição
da Praia, padroeira da Bahia. Nesse dia, feriado
municipal em Salvador, também é realizado, na praia da
Pedra Furada, no bairro do Monte Serrat (também chamado
Boa Viagem), a festa do presente de Iemanjá,
manifestação popular que tem origem na devoção dos
pescadores locais.
No
Rio Grande do Sul
a comemoração é no dia 02 de fevereiro, onde,
Iemanjá
é sincretizada com
Nossa Senhora dos Navegantes.
As cerimônias são comumente feitas à beira-mar, no
litoral gaúcho. A
imagem da santa vai até o
porto, onde as embarcações param e são recepcionadas por
devotos que carregam a imagem de Iemanjá.
Também ocorrem em rios,
como em
Porto Alegre
(Rio
Guaíba).
Em Santa Catarina, é realizada anualmente no dia 02 de
fevereiro, na Praia Central de Balneário Camboriú a
Festa em homenagem a Iemanjá.
Na
capital da Paraíba, a cidade de João Pessoa, o feriado
municipal consagrado a Nossa Senhora da Conceição, 08 de
dezembro, é o dia de tradicional festa em homenagem a
Iemanjá.
O
Orixá Iemanjá sincretiza com diversas representações de
Nossa Senhora, por representar a grande mãe, provedora e
que acolhe os filhos em seus braços, assim como Nossa
Senhora sempre acolheu seu filho, Jesus. Também
conhecida como
Senhora da Coroa Estrelada ou Janaina
(do tupi-africano) é
a deusa do mar e protetora das mães e das esposas
No candomblé Iemanjá é
mais conhecida como Yemonja que quer dizer mãe cujo os
filhos são peixes, é a senhora do rio Ógún. A mulher de
Oxalá e mãe de Ogum, Oxossí, Xangô e Exu, filha de
Olocum a senhora do mar.
Por isso
mesmo, Iemanjá e símbolo da personalidade feminina, da
beleza e da reprodução. Na natureza, liga-se às águas do
mar (conhecido também como calunga grande). Rege também
todas as substâncias que se encontram no fundo dos
mares. É, também, na vibração de Iemanjá que atuam as
famosas sereias e as ondinas, seres elementais da
Natureza.
Nessa linha,
apresentam-se todas as iabás (orixás femininos), Oxum,
Nanã, Iansã, Obá, e outras. Iemanjá é a energia
geradora, representa a mãe do Universo. Quando
incorporadas, as entidades dessa linha gostam de
trabalhar com água do mar, expressando-se de forma
serena. Fazem uso da mecânica de incorporação emitindo
sons que são verdadeiros mantras que são confundidos por
lamentos devido a associação do canto das sereias. Nada
impede que médiuns homens trabalhem com essas entidades
pois todos tem o equilíbrio dentro de si.
Da linha de Iemanjá
provêem as Caboclas das águas, doce e salgada, cujas
falanges descarregam os terreiros e as pessoas que
comparecem aos Templos, limpando fluidicamente o
ambiente dos Templos e as pessoas que lá comparecem.
Os Caboclos e os Pretos
Velhos evocam as trabalhadoras da linha de Iemanjá com
grande freqüência, principalmente nos descarregos e
rezas.
Em termos de
popularidade, Iemanjá é o Orixá de maior destaque no
Brasil, sendo festejado tanto na Umbanda e cultos
africanos como suas festas atraem crentes de todas as
religiões, como nas oferendas de final de ano nas praias
de todo o país.
Características: sentimento maternal, afabilidade e
doçura; apego à hierarquia, retidão e alguma rigidez;
determinação, responsabilidade e força.
Cores:
branco transparente. Sua conta é feita de contas de
cristal translúcido, transparentes, na Umbanda.
Oferendas:
flores brancas (rosas, palmas, crisântemos, etc),
champanhe ou água mineral, espelho, perfumes, jóias.
Locais:
mar e praia.
Saudação:
Odôia! Odôfeiabá! (Salve a Senhora das Águas!)
Dia da
semana: sábado
PONTOS
CANTADOS:
|
Mãe d’Água,
Rainha das Ondas,
Sereia do Mar,…
Mãe d’Água,
Teu canto é bonito,
Quando faz luar,…
Auê, auê,
Yemanjá !…
Auê, auê, Yemanjá !…
Rainha das Ondas,
Sereia do Mar. (bis)
Como é lindo o
canto de Yemanjá,
Faz até o pescador chorar,
Quem escuta, a Mãe d’Água, cantar…
Vai com Ela p’ro fundo do mar.
********************
Vem sobre as ondas do mar,
O veleiro do senhor,
Estava na beira da praia,
Quando o veleiro atracou,
Ela é a Rainha do Mar,
É Yemanjá quem chegou,
Ela vem brincar na areia,
Vem do mar essa linda sereia.
********************
Eu fui lá na beira da praia,
Para ver o balanço do mar,
Eu vi um retrato na areia,
Me lembrei da Sereia,
Comecei a chamar,…
O Janaína, vem, vem,
O Janaína, vem cá,
Receber estas flores,
Que eu venho te ofertar. (bis) |
Brilha, brilha,
as ondas no mar…
Brilha, brilha, as ondas no mar…
E nas ondas eu vejo,
Nossa Mãe Yemanjá,
Rainha do Céu, da Terra e do Mar. (bis)
E o mal
deste(a) filho(a),
As ondas vão levando,
Conchinhas rolando,
Sereia cantando,
E a Yemanjá,
Eu vou saravando. (bis)
Ó doce Iába ! Ó
doce Iába !
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Ó que barco tão
lindo!…
Que vem sobre as ondas do mar!…
Ele trás as vibrações,
De nossa Mãe Yemanjá!…(bis)
Yemanjá! Yemanjá!
Ela é a Rainha do Mar! (bis)
Ó doce Iába !
Ó doce Iába !
Brilhou, brilhou, brilhou,
Brilhou no mar!
O manto de nossa Mãe Yemanjá!…(bis)
Brilhooouuu!… Brilhou no mar!…
O manto de nossa Mãe Yemanjá! (bis)
Ó doce Iába !
Ó doce Iába !
A marola no mar vai levando…
Yemanjá é que vai navegando…
A marola no mar vai levando…
Yemanjá é que vai navegando…(bis)
Ó doce Iába !
Ó doce Iába !
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