04 de Dezembro - Eparrei Iansã, Eparrei Oyá (Dia
de Santa Bárbara)
Autor:
Lara Lannes
Equipe
Genuína Umbanda
www.genuinaumbanda.com.br
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Santa Bárbara sofreu o martírio
provavelmente no Egito ou na Antioquia,
por volta dos anos 235 ou 313. Sua vida
foi escrita em diversos idiomas: grego,
siríaco, armênio e latim. Conforme a
lenda, Santa Bárbara era uma jovem
belíssima. Dióscoro, seu pai, era um
pagão ciumento. A todo custo desejava
resguardar a filha dos pretendentes que
a queriam em casamento.
Por isso encerrou-a numa torre. Na torre
havia duas janelas, mas Santa Bárbara
mandou construir uma terceira, em honra
à Santíssima Trindade. Um dia,
entretanto, Dióscoro viajou. Santa
Bárbara se fez então batizar, atraindo a
ira do próprio pai. Fugindo de seu
perseguidor, os rochedos abriam-se para
que ela passasse.
Descoberta e denunciada por um pastor,
foi capturada pelo pai e levada perante
o tribunal. Santa Bárbara foi condenada
a ser exibida nua por todo o país. Deus,
porém, se compadeceu de sua sorte,
vestindo-a miraculosamente com um
suntuoso manto. Padeceu toda sorte de
suplícios: foi queimada com grandes
tochas e teve os seios cortados. Foi
executada pelo próprio pai, que lhe
cortou a cabeça com uma espada. Logo
após sua morte, um raio fulminou seu
assassino.
É por isso que Santa Bárbara é invocada,
nas tempestades, contra o raio. O seu
culto espalhou-se rapidamente pelo
Oriente e pelo Ocidente, inclusive no
Brasil.
Sincretismo da Santa Bárbara:
Yansã ou Oyá
Devoção da Santa Bárbara:
Protetora contra raios e tempestades.
Santa Bárbara é também venerada pelos
militares.
Data Comemorativa: 4 de
Dezembro. |
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"Ela é
uma moça bonita,
Ela é
dona do seu Jacutá.
Ela é
uma moça bonita, eça é dona do seu
Jacutá.
Eparrei,
Eparrei, Eparrei
Ô mamãe
de Aruanda segura a banda que eu quero
ver."
"Santa
Guerreira
Ilumine
meu congá
Me dando forças pra caminhar
Oi reluziu em meu caminho
O raio de mãe Iansã
Oi me fazendo acreditar
Na força de um novo amanhã
Eparrei santa guerreira
Eparrei meu Orixá
Eparrei Iansã
Oi na umbanda vou lhe saudar"
“Ventou,
mas que ventania,
ventou,
mas que ventania...
Iansã é mossa mãe, Iansã
é nossa guia...” |
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Na
sua origem africana, Iansã teve seu culto (como
o conhecemos) estabelecido pela cultura iorubá,
sendo essa energia vinculada ao rio Niger, ou
Oyá.
Quando há incorporação dos falangeiros do Orixá
Iansã nos terreiros de Umbanda, essa
incorporação revela sua grande força e energia,
como autêntica guerreira e exalando seu amor e
alegria, com expressão altiva e com o braço
direito estendido para cima e a mão direita a
balançar. Esse Orixá feminino goza de grande
prestígio entre os praticantes tanto da Umbanda
quanto do Candomblé e sincretiza com a figura de
Santa Bárbara, cultuada no dia 04 de dezembro.
Iansã é a Senhora dos Ventos, da tempestade. Sua
energia é vinculada à força da energia de Xangô.
Enquanto Xangô rege o trovão, Iansã atua com
seus ventos. Isso se demonstra inclusive nas
lendas acerca dos Orixás africanos, que vinculam
esses orixás como casados e compartilhando
grande amor entre eles.
Outro atributo vinculado à Iansã é o de ser a
Senhora dos Eguns (mortos). Dentro da sua
corrente energética, Iansã é responsável,
juntamente com Obaluaiê pelo desprendimento do
espírito da vida corpórea. Dentro da sua
vibração e atuando nessa função, encontramos o
desdobramento de sua energia com a denominação
Iansã de Igbale ou Bale, e que no Candomblé
equivale à Iansã ligada ao cemitério. Nesse
desdobramento energético, o Orixá Iansã
magnetiza os espíritos recém-desencarnados,
levando-os a refletirem sobre o seu estado
consciencial e emocional para, a partir daí,
redirecioná-lo à retomada de seu caminho
evolutivo.
Iansã é ainda o Orixá regente da linha de
boiadeiros, apesar desses trabalharem em todas
as 7 linhas da Umbanda, subordinados ainda, à
Omulu.
Sincretismo:
identificada como Santa Bárbara, tornou-se
protetora contra os raios e tormentas. Festejada
no dia 04 de dezembro, dia de Santa Bárbara.
Cores:
As cores de Iansã variam, de acordo com os
lugares e terreiros: cor-de-rosa ou amarelo. As
contas são de cristal amarelo, mas também sofrem
variações.
Oferendas:
Velas brancas, amarelas; champagne branca, licor
de menta e de anis ou de cereja; rosas e palmas
amarelas, tudo depositado no campo aberto,
pedreiras, beira-mar, cachoeiras, etc.
Locais:
margem de rios, ventania.
Saudação:
Eparrei, Iansã!
Dia da semana:
quarta-feira, também dia de Xangô.
(texto
extraído da Apostila Genuína Umbanda, Vol II -
Os Orixás)
Eparrei, Oyá, Eparrei Senhora dos Ventos! Salve
sua energia que vibra e movimenta tudo ao nosso
redor! Salve, minha mãe Iansã, que seus
falangeiros, que sua energia possa sempre varrer
os inimigos de nosso caminho, que seus ventos
representem sempre o afastamento da energia
negativa que teima em se abater sobre os filhos
seus, nós humanos encarnados! Eparrei Iansã,
Eparrei Mamãe de Aruanda!
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