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Hino a São Crispim e São Crispiniano
Dois exemplos da Santa Humildade,
Que renega o fastígio do mundo,
Trocam fausto, riquezas, vaidade
Pelo amor do trabalho fecundo.
CORO
São Crispim, nosso provido guia!
Crispiniano, da cruz mártir santo!
Consegui que possamos, um dia,
Repetir lá no Céu este canto!
A oficina dos santos obreiros
É, então, um sacrário de luz,
Onde todos acorrem ligeiros
Ao chamado da voz de Jesus.
Mas dos ímpios o féro delírio,
Aos clarões da verdade singela,
Os dois santos conduz ao martirio,
Que milagres de Fé mais revela.
Coroados, por fim, com as palmas,
Que aos justos reserva o altar,
Jubilosas estão nossas almas
Seus louvores e glória a cantar. |
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Oração
Gloria seja sempre dada aos grandes mártires da
fé, que através dos séculos nos deram sempre
exemplo de santidade e espiritualidade.
Concedei-nos, Deus onipotente, sermos também nós
agraciados com o dom da visão sobrenatural de
Deus.
São Crispim e São Cipriano, rogai por nós.
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Oração a São Crispim e Crispiniano
Oh! Deus, que com tão inefável bondade
inspirastes a vossos fiéis servos Crispim e
Crispiniano a renúncia dos bens terrenos e o
amor das espirituais delícias, o horror das
mundanas vaidades e os encantos da eterna
bem-aventurança, o desprezo das galas
transitórias e gosto dos trabalhos humildes,
concedei-nos, pela intercessão destes ilustres
Mártires a graça da verdadeira sabedoria,
desprezando tudo o que é efêmero e caduco para
amarmos somente o que é salutar e eterna. E vós
inclitos Patronos, que tão heroicamente
empenhastes a vossa vida para atear na terra o
amor de Jesus, intercedei por nós, para que
seguindo o vosso exemplo possamos honrar sempre
o nome cristão.
Por Jesus Cristo Senhor Nosso. Assim seja.
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Crispim e Crispiniano eram irmãos de origem
romana. Cresceram juntos e converteram-se ao
cristianismo na adolescência. Eram muito
populares, caridosos, e pregavam com ardor a fé
que abraçaram.
Os irmãos eram sapateiros e acompanhavam São
Quintino em sua viagem a França, tirando o seu
sustento fazendo sapatos. A tradição diz que
eles eram estudiosos da doutrina cristã e eram
muito bons pregadores.
Quando alcançaram o território francês, os dois
irmãos estabeleceram-se na cidade de Soissons.
Lá, seguiram uma rotina de dupla jornada, isto
é, de dia eram missionários e à noite, em vez de
dormir, trabalhavam numa oficina de calçados
para sustentar-se e continuar fazendo caridade
aos pobres.
Quando a cruel perseguição imposta por Roma
chegou a Soissons, era época do imperador
Diocleciano e a Gália estava sob o governo de
Rictiovarus. Quando foram presos e levados
presença de Rictiovarus, que detestava os
cristãos; Crispim e Crispiniano deixaram
Rictiovarus tão nervoso com sua argumentação
sólida e perfeita sobre Jesus, que Rictiovarus
cometeu suicídio.
Os dois irmãos foram acusados e presos. Seus
carrascos os torturaram até o limite, exigindo
que abandonassem publicamente a fé cristã. Como
não o fizeram, foram friamente degolados,
ganhando a coroa do martírio.
O co-imperador Maximiano (286-305) furioso
ordenou a sua morte imediata por decapitação em
286 DC.
As tradições seculares contam que, durante a
fuga, na noite de Natal, os irmãos Crispim e
Crispiniano batiam nas portas buscando refúgio,
mas ninguém os atendia. Finalmente, foram
abrigados por uma pobre viúva que vivia com um
filho. Agradecidos a Deus, quiseram
recompensá-la fazendo um novo par de sapatos
para o rapazinho.
Trabalharam rápido e deixaram o presente perto
da lareira. Mas antes de partir, enquanto todos
ainda dormiam, Crispim e Crispiniano rezaram
pedindo amparo da Providência Divina para aquela
viúva e o filho. Ao amanhecer, viram que os dois
tinham desaparecido e encontraram o par de
sapatos cheio de moedas.
Eles são os padroeiros dos fabricantes de
sapatos e dos sapateiros e foram muito populares
na Idade Média. Na tradição da Igreja inglesa é
dito que eles viveram por algum tempo em
Faversham, Kent, Inglaterra.
As relíquias dos corpos desses dois nobres
romanos mártires estavam sepultadas na belíssima
igreja de Soissons, construída no século VI.
Depois, parte delas foi transportada para Roma,
onde foram guardadas na igreja de São Lourenço
da via Panisperna.
Celebram-se os santos Crispim e Crispiniano como
padroeiros dos sapateiros no dia 25 de outubro.
Essa profissão, uma das mais antigas da
humanidade, era muito discriminada, por estar
sempre associada ao trabalho dos curtidores e
carniceiros. Mas o cristianismo mudou a visão e
ela foi resgatada graças ao surgimento dos dois
santos sapateiros, chamados de mártires
franceses.
Na arte litúrgica, eles são mostrados segurando
sapatos ou ferramentas de sapateiro.
Nas festas de São Cosme, Damião e Doum, a
duração costuma ser durante todo um mês,
iniciando a 27 de setembro (Cosme e Damião) e
terminando a 25 de outubro (Crispim e
Crispiniano), devido a ligação espiritual que há
entre Crispim e Crispiniano com os Santos
gêmeos, pela sincretização que houve destes
santos católicos com as crianças na umbanda, e
com os ibejis, ou erês (nome dado pelos nagôs
aos santos-meninos que têm as mesmas missões).
Fui no jardim colher as rosas
A vovózinha deu-me a rosa mais formosa
Fui no jardim colher as rosas
A vovózinha deu-me a rosa mais formosa
Cosme e Damião, ÔOOOh Doun
Crispim, Crispiniano
São os filhos de Ogum
Cosme e Damião, ÔOOOh Doun
Crispim , Crispiniano
São os filhos de Ogum
Fui no jardim colher as rosas
A vovózinha deu-me a rosa mais formosa
Fui no jardim colher as rosas
A vovózinha deu-me a rosa mais formosa
Cosme e Damião, ÔOOOh Doun
Crispim , Crispiniano
São os filhos de Ogum
Cosme e Damião, ÔOOOh Doun
Crispim , Crispiniano
São os filhos de Ogum
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Eu vi Cosme na beira d’água,
Comendo arroz, bebendo água,
Eu vi Damião na beira d’água,
Comendo arroz, bebendo água,
Eu vi Doum na beira d’água,
Comendo arroz, bebendo água,
Eu vi Crispim na beira d’água,
Comendo arroz, bebendo água,
Eu vi Crispiniano na beira d’água,
Comendo arroz, bebendo água.
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Povo de Angola
E a Falange de Ogum,
Agoiê pras crianças,
Cosme, Damião e Doum (bis)
Para a semana,
Vou fazer uma festança,
Muito bacana,
Para alegrar as crianças,
Mamãe Oxum,
Criança é tudo pra mim,
Cosme e Damião, e Doum,
Crispiniano e Crispim. (bis)
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Olha aí vovó,
Eles são cinco manos,
Cosme, Damião e Doum,
Crispim e Crispiniano.(bis)
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