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ONI IBEJADA! SALVE COSME E DAMIÃO!
Autor:
Lara Lannes
Equipe
Genuína Umbanda
www.genuinaumbanda.com.br
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Oração a São Cosme e Damião
Ó Deus menino,
que crescestes em sabedoria e graça com Maria e
José. Pela intercessão de São Cosme e São
Damião, abençoa os meus filhos, irmãos, parentes
e vizinhos. (lembre o nome da criança que está
precisando de orações)
Que o sangue
destes Mártires, servos da Santíssima Trindade
lave os meus pecados e purifique todo o meu ser.
Ajudai-me a
crescer em solidariedade, compaixão e
misericórdia para com o meu próximo mais
próximo, a exemplo de São Cosme e Damião,
Missionários e defensores da vida em plenitude.
Por Cristo Senhor
Nosso.
Amém.
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Oração a São Cosme e Damião
São
Cosme e Damião, que por amor a Deus e ao próximo
vos dedicastes à cura do corpo e da alma de
vossos semelhantes, abençoai os médicos e
farmacêuticos, medicai o meu corpo na doença e
fortalecei a minha alma contra a superstição e
todas as práticas do mal.
Que vossa
inocência e simplicidade acompanhem e protejam
todas as nossas crianças. Que a alegria da
consciência tranqüila, que sempre vos
acompanhou, repouse também em meu coração. Que a
vossa proteção conserve meu coração simples e
sincero, para que sirvam também para mim as
palavras de Jesus: "Deixai vir a mim os
pequeninos, porque deles é o Reino do Céu". |
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Como acontece com
tantos outros santos, a vida dos santos gêmeos
está mergulhada em lendas misturadas à história
real.
Segundo a
tradição, eram irmãos gêmeos, médicos de
profissão e santos na vocação da vida. Na
verdade, não se sabe exatamente se eles eram
gêmeos. Há relatos que atestam serem originários
da Arábia, de uma família nobre de pais
cristãos, no século III, tendo vivido na Silícia,
às margens do Mediterrâneo, por volta do ano
283. Seus nomes verdadeiros eram Acta e Passio.
Desde muito
jovens, ambos manifestaram um enorme talento
para a medicina. Estudaram e diplomaram-se na
Síria, exercendo a profissão de médico com muita
competência e dignidade. Não aceitavam receber
um centavo pelo serviço prestado. Por isso, eram
chamados de anargiros, ou seja, inimigos do
dinheiro. A riqueza que mais os atraía era fazer
de sua arte médica também o seu apostolado para
a conversão dos pagãos, o que, a cada dia,
conseguiam mais e mais. |
Através do trabalho
médico que realizavam eram também missionários, ou seja,
aproveitavam a ciência com a confiança no poder da
oração levavam a muitos a saúde do corpo e da alma,
divulgando a fé cristã entre aqueles que se recuperavam
das doenças. Inspirados pelo Espírito Santo, usavam a fé
aliada aos conhecimentos científicos. Com isso, seus
tratamentos e curas a doentes, muitas vezes à beira da
morte, eram vistos como verdadeiros milagres.
Isso despertou a ira do
imperador Diocleciano, implacável perseguidor do povo
cristão. As perseguições do Imperador Diocleciano,
porém, não demoraram a frear a ação benéfica destes
"médicos do amor". Na Ásia Menor, o governador deu
ordens imediatas para que os dois médicos cristãos
fossem presos, acusados de feitiçaria e de usarem meios
diabólicos em suas curas. Foram forçados a negar sua fé.
As alegações feitas em suas acusações era de que os dois
irmãos eram inimigos dos deuses e acusados de usar
feitiçarias e meios diabólicos para disfarçar as curas.
Tendo em vista esta
acusação, a resposta deles era sempre:
"Nós curamos as doenças,
em nome de Jesus Cristo e pelo Seu poder!"
Diante da insistência, quanto à adoração
aos deuses, responderam: "Teus
deuses não têm poder algum, nós adoramos o Criador do
céu e da terra!"
Com isso, Diocleciano mandou que fossem barbaramente
torturados por negarem-se a aceitar os deuses pagãos.
Condenados à morte, resistiram milagrosamente a pedradas
e flechadas. Por não abrirem mão de sua fé em Cristo,
foram acorrentados e atirados do alto de rochedos sobre
as ondas, quando anjos os salvaram. Depois, arremessados
em chamas de uma fogueira, saíram ilesos. Amparados e
protegidos por Deus, foram crucificados e flechados, mas
nada a eles aconteceu.
Diz
a tradição que eles, milagrosamente não sentiam as
torturas com fogo, água, óleo fervendo, ou a roda por
isso foram finalmente decapitados.
Não abdicando da fé, suportaram
resignados até a última prova e foram decapitados. O ano
não pode ser confirmado, mas com certeza foi no século
IV. Os fatos ocorreram em Ciro, cidade vizinha a
Antioquia, Síria, onde foram sepultados. Mais tarde,
seus corpos foram trasladados para uma igreja dedicada a
eles.
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Depois de mortos,
Cosme e Damião apareceram materializados
ajudando crianças que sofriam violências. Ao
gêmeo Acta é atribuído o milagre da levitação e
ao gêmeo Passio a tranqüilidade da aceitação do
seu martírio.Quando
o imperador Justiniano, por volta do ano 530,
ficou gravemente enfermo, deu ordens para que se
construísse, em Constantinopla, uma grandiosa
igreja em honra dos seus protetores. Mas a fama
dos dois correu rápida no Ocidente também, a
partir de Roma, com a basílica dedicada a eles,
construída, a pedido do papa Félix IV, entre 526
e 530. Tal solenidade ocorreu num dia 26 de
setembro; assim, passaram a ser festejados nesta
data pela Igreja Católica. Inúmeros milagres se
deram na sepultura deles.
Os nomes de são
Cosme e são Damião, entretanto, são pronunciados
infinitas vezes, todos os dias, no mundo
inteiro, porque, a partir do século VI, eles
foram incluídos no cânone da missa, fechando o
elenco dos mártires citados. Os santos Cosme e
Damião são venerados como padroeiros dos
médicos, dos farmacêuticos e das faculdades de
medicina. |
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O culto aos dois
irmãos é muito antigo, havendo registros sobre
eles desde o século 5, que relatam a existência,
em certas igrejas, de um óleo santo, que lhes
levava o nome, que tinha o poder de curar
doenças e dar filhos às mulheres estéreis.
Aqui no Brasil, a
devoção trazida pelos portugueses misturou-se
com o culto aos orixás-meninos (Ibejis ou Erês)
da tradição africana yoruba. São Cosme e São
Damião, os santos mabaças ou gêmeos, são tão
populares quanto Santo Antônio e São João. São
amplamente festejados na Bahia e no Rio de
Janeiro, onde sua festa ganha a rua e adentra
aos barracões de candomblé e terreiros de
umbanda, no dia 27. Nesse dia, as crianças saem
às ruas para pedir doces e esmolas em nome dos
santos e, as famílias aproveitam para fazer um
grande almoço, servindo a comida típica da data:
o chamado caruru dos meninos.
Segundo a lenda
africana, os orixás-crianças são filhos de
Iemanjá, a rainha das águas e de Oxalá, o pai de
toda a criação. Outras tradições atribuem a
paternidade dos mabaças (gêmeos) a Xangô, tanto
que a comida servida aos Ibejís ou Erês,
chamados também carinhosamente de “crianças” é a
mesma que é oferecida a Xangô, o senhor dos
raios, o caruru. |
Uma característica
marcante na Umbanda e no Candomblé em relação às
representações de São Cosme e São Damião é que junto aos
dois santos católicos aparece uma criancinha vestida
igual a eles. Essa criança é chamada de Doúm ou Idowu,
que personifica as crianças com idade de até sete (7)
anos de idade, sendo ele o protetor das crianças nessa
faixa de idade.
Este personagem material
e espiritual surgiu nos cultos Afros quando uma macamba
(denominação de mulher, na seita Cabula) dava a luz a
dois gêmeos e, caso houvesse no segundo parto o
nascimento de outro menino, era este considerado “Doum”,
que veio ao mundo para fazer companhia a seus irmãos
gêmeos. Caso viesse à luz duas meninas gêmeas, recebiam
o nome de “Liana” e “Damiana” e, se nascesse outra
menina a seguir, a esta criança davam e dão o nome de
“Damiana”.
Os santos gêmeos possuem
muitos simpatizantes e devotos, estes que todo ano fazem
caruru para eles, chamado também de “Caruru dos Santos”
e “Caruru dos sete meninos” que representam os sete
irmãos (Cosme, Damião, Doum, Alabá, Crispim, Crispiniano
e Talabi) cita em seu livro “Cosme e Damião, O culto dos
santos gêmeos no Brasil e na África” o antropólogo
Vivaldo da Costa Lima.
Na igreja de São Cosme e
São Damião, no bairro da Liberdade, em Salvador,
celebram-se missas durante todo o dia 27. Mas como o
candomblé também é muito praticado na Bahia, torna então
o elemento principal da festa o caruru.
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Na Umbanda,
representam a falange espiritual das crianças
que teriam a capacidade de agilizar qualquer
pedido que lhes fosse feito. É composta de
meninos e meninas de todas as raças e idades. Em
geral, as cores que os representam são o azul e
o rosa, sendo que geralmente são conjugadas com
o branco.
Muitas entidades que atuam sob as vestes de um
espírito infantil, são muito amigas e têm mais
poder do que imaginamos. Mas como não são
levadas muito a sério, o seu poder de ação fica
oculto, são conselheiros e curadores, por isso
foram associadas à Cosme e Damião, curadores que
trabalhavam com a magia dos elementos.
Esses seres, mesmo sendo puros, não são tolos,
pois identificam muito rapidamente nossos erros
e falhas humanas. E não se calam quando em
consulta, pois nos alertam sobre eles.
Eles manipulam as energias elementais e são
portadores naturais de poderes só encontrados
nos próprios Orixás que os regem. |
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São Cosme e São Damião
são os padroeiros das crianças, dos médicos e
farmacêuticos. Também são sincretizados com São Crispin
e Crispiniano, cuja homenagem é realizada nos Terreiros
de Umbanda no dia 25 de outubro
Data de comemoração na
igreja católica: 26 de setembro. Data de comemoração nos
cultos afro-brasileiros: 27 de setembro.
Oferenda: velas azul
claro e cor-de-rosa, doces, balas e guaraná (na Umbanda)
ou um bom prato de caruru (Candomblé)..
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