Free Translation Widget

Home

Loja Virtual

Apostilas

Web Rádio

Cadastre-se

Contato

 

::: MENU :::

 » A Umbanda

 » Os Orixás

 » Entidades e Falanges

 » Linha do Oriente

 » Sincretismo

 » Exú e Pomba-Gira

 » Zé Pelintra

 » As Ervas na Umbanda

 » Defumador

 » Fumo e Bebidas

 » Mediunidade

 » A Glândula Pineal

 » Os Chacras

 » Mensagens

 » Artigos

 » Orações e Preces

 » Rezas e Benzeduras

 » Temas Variados

 » Pontos Cantados

 » Letras de Pontos

 » Pontos Riscados
 »  Apostilas
 » Campanhas
 » Web Rádio
 » Nossos Banners
 » Cadastre-se

::: AVISO :::

::: CONFIRA :::

 

::: IMPORTANTE :::

 

 

::: PARCERIAS :::

::: Visitas desde 15/10/2007 :::

 free counters

 

 

 


PONTOS CANTADOS

 

 

“Vamos abrir a nossa gira  / Com licença de Oxalá  / Vamos abrir a nossa gira /  Com licença de Oxalá  / Salve Xangô,Salve Iemanjá  /  Mamãe Oxum, Nanã Buroquê  /  Salve Cosme e Damião  / Oxóssi, Ogum, Oxumaré  /  Salve Cosme e Damião  / Oxóssi, Ogum,Oxumaré"

 

Autor: Lara Lannes

Equipe Genuína Umbanda

www.genuinaumbanda.com.br

 

Nas diversas religiões existentes e que já existiram desde a Antiguidade, encontramos o cântico, a louvação como forma de expressão do amor a Deus, e na Umbanda, não poderia ser diferente, onde existem os pontos cantados, que possuem diversas atribuições, como passaremos a explicar.

Em primeiro lugar, os pontos cantados são a forma pela qual saudamos os Orixás, Entidades e Guias da Umbanda, o ponto representa uma oração, um pedido que fazemos para que nossos protetores estejam sempre olhando por nós, abençoando-nos e nos livrando dos males.

É, também, uma poderosa ferramenta para a concentração necessária dos médiuns e da assistência do ritual, para que seja invocada a falange durante as giras nos terreiros. Com a utilização do atabaque, forma um elo para a chamada dos falangeiros dos Orixás e demais entidades.

Os pontos mais tradicionais são cantados há  um século, desde os primórdios da Umbanda, trazidos pelas entidades e falanges. Por isso, são freqüentes as utilizações dos elementos que estas entidades utilizam em seus trabalhos, que os fortalecem, como por exemplo, o fogo, a água, a terra, o ar, dependendo da Linha que identifica a entidade: Xangô - a pedreira, ou machado; Oxóssi – a mata, as flechas, as folhas; Iemanjá – o mar, as ondas, e assim por diante.

A Umbanda mais tradicional, ou aquela iniciada com o Caboclo das Sete Encruzilhadas, traz os pontos cantados acompanhados pelo som das palmas dos médiuns e assistentes das giras, sendo que com o tempo, os atabaques foram introduzidos na percussão associando o ritmo com os toques das nações de Angola, Ketu, Jejê ou Nagô; mas mesmo que tenha havido essa fusão de ritmos, tal fato não desmerece aquele terreiro que usa o atabaque ou o que segue somente com as palmas o acompanhamento dos pontos cantados. O essencial e importante no culto à Umbanda é verdadeiramente a prática da caridade e a assistência aos consulentes que batem às suas portas atrás de solução e amparo para seus problemas cotidianos e espirituais.

O atabaque é um instrumento que possui grande respeito na Umbanda, pois é através do seu toque correto que chamamos os espíritos atuantes na Umbanda, representantes da força dos Orixás e de Zambi. Tem sua origem nos tambores das festas das tribos indígenas e das aldeias africanas, quando se louvavam os deuses e orixás.

O som produzido pelos atabaques representam verdadeiros códigos de chamada das entidades e guias, são como um acesso ao plano espiritual, onde chegam, formando um elo energético entre a falange e a gira do terreiro onde se chama por ela, em seus trabalhos.

Os atabaques têm importância fundamental para os terreiros de Umbanda, sendo instrumento sagrado, consagrado e firmado pelos Orixás e guias, devendo os Ogãs respeitarem também todo um preceito e fundamento para poderem tocá-los durante as giras de Umbanda, já que ao atabaque corresponde um Orixá, tendo suas obrigações a serem feitas.

Os atabaques são de três tipos diferentes: Rum, Rumpi e Lê. O Rum é o atabaque maior, o Rumpi, o segundo atabaque maior, que deve responder ao Rum, e o Lê o terceiro atabaque utilizado pelos ogãs principiantes ou em aprendizado.

Os pontos cantados são de fundamental importância para estabelecer o padrão vibratório dos terreiros durante as giras, devendo ser realizados com responsabilidade e respeito, tanto pelos Ogãs, quanto pelos demais integrantes do corpo mediúnico, já que sua força é tanta que responde pela firmeza da casa espiritual. Muito se ouve dizer que pontos cantados com firmeza e responsabilidade são responsáveis por manter um terreiro, ou por outro lado, destruí-lo.

Quanto à finalidade, os Pontos Cantados podem ser:

 

- Pontos de chegada e partida;

- Pontos de vibração;

- Pontos de defumação;

- Pontos de descarrego;

- Pontos de fluidificação;

- Pontos contra demandas;

- Ponto de abertura e fechamento de trabalhos;

- Pontos de firmeza;

- Pontos de doutrinação;

- Pontos de segurança ou proteção (são cantados antes dos de firmeza);

- Pontos de cruzamento de linhas;

- Pontos de cruzamento de falanges;

- Pontos de cruzamento de terreiro;

- Pontos de consagração do Congá;

Os principais pontos utilizados no ritual Umbandista são: ponto de abertura, ponto de defumação, ponto de chamada (entoados para evocação das Entidades), ponto de encerramento e hino da umbanda.

Costuma-se definir, ainda, os pontos cantados como verdadeiros mantras entoados em preces e louvação que evocam os espíritos superiores, fortalecendo os centros de energia, nossos chacras, formando juntamente com a egrégora de espíritos superiores presentes nos terreiros durante as giras um ambiente de luz, capaz de dissipar as energias nocivas e miasmas inferiores e de livrar, muitas vezes, os encarnados da perseguição de obsessores, espíritos vingativos ou perversos aos quais estejam ligados.

Por trás de todo ponto cantado existe a magia, a “mironga” da entidade que o trouxe. É por isso de fundamental importância que as “curimbas” sejam louvadas com concentração, fé, amor e sintonia para que as ondas sonoras produzidas sejam capazes de evocar a entidade, falange ou linha espiritual que se requisita no terreiro, e que o responsável pela curimba tenha conhecimento do fundamento esotérico (oculto) da canção.

Os pontos cantados mudam de ritmo e mesmo de freqüência de acordo com as vibrações espirituais:

- Oxalá - são sons místicos, predispondo à paz e as elevação espiritual;

- Ogum - são sons vibrantes;

- Oxossi - sons que lembram a harmonia da natureza, mais acelerados;

- Xangô - sons graves e cantados em tom baixo;

- Ibeji - sons alegres, vibrantes;

- Yemanjá, Oxum - sons suaves, emotivos;

- Iansã - sons vibrantes, estimulantes.

Quanto à origem, os pontos cantados classificam-se em:

- Pontos de Raiz: são aqueles ditados pelas entidades, que os trazem dos Planos Superiores onde habitam, fazendo dele sua chamada particular ou da falange que integra. Ativam uma linguagem espiritual referente aos sons que o ponto emite, estabelecendo uma conexão vibratória entre o plano físico e o plano espiritual. Tais pontos de forma nenhuma devem ser alterados, já que são direcionados e estabelecidos pela entidade ou falange para fins específicos.

- Pontos Terrenos: São os pontos criados pelos encarnados para homenagear o Orixá, uma falange ou determinada entidade, sendo aceitos pelos Guias e Entidades desde que providos de razão e bom senso. Às vezes, porém, nos deparamos com pontos criados pelos encarnados que nos causam verdadeiro espanto, quando não tristeza. São composições "sem pé nem cabeça", destituídas de fundamento, com frases ingênuas e sem nenhum nexo, chegando algumas a denegrirem os reais valores umbandistas.

Os pontos cantados têm a função de abrir, desenvolver e encerrar os trabalhos da corrente mediúnica, do trabalho espiritual. É necessária a concentração de todos os participantes para a sintonia vibratória, para que as entidades possam encontrar um ambiente propício ao trabalho a ser realizado durante a gira. Juntamente com os demais componentes da ritualística da Umbanda, trazem força aos trabalhadores encarnados e desencarnados dessa poderosa Religião para o trabalho preconizado pelo Caboclo das Sete Encruzilhadas, pautados no amor ao próximo e no exercício da caridade.

"Vamos fechar a nossa gira
Com licença de Oxalá
Vamos fechar a nossa gira
Com licença de Oxalá
Salve Xangô
Salve Iemanjá
Mamãe Oxum, Nanã Buroquê
Salve Cosme e Damião
Oxóssi, Ogum
Oxumaré
Salve Cosme e Damião
Oxóssi, Ogum
Oxumaré "


 

 

 PageRank

» Rádio Online

 

» Publicidade

 

 

 

» Redes Sociais

 

 

» Campanhas

 

 

 

 

 

 

Home  |   Apostilas   |   Nossa Loja Virtual   |   Contato

Site desenvolvido por: Genuína Umbanda - Todos os direitos reservados

 

Copyright © 2007-