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Socorre sempre com
amor e por amor
Bezerra
de Menezes
Quando te vejas defrontado pela penúria de um irmão de
caminhada, não te digas impotente de ajuda. Recorre ao arquivo da
alma, e encontraras inconfundível a receita para toda dor, que o
amor de alguém te legou, na infância ou na mocidade e aplica para o
irmão sofredor os ingredientes da ternura e da bondade que te
curaram quando a dor surgiu em ti.
Embora a ignorância se faça sentir em ti pela falta de cultura que
desconheces, não te digas incapaz de orientar ao que te procura em
sofrimento. Recorda as lições sábias da mamãe expressas na fortaleza
da fé, dando-te a coragem de enfrentar o novo dia, sem outra
preocupação, a não ser a de servir obedecendo com humildade e,
transmite esperança sem temor de errar.
Para toda dor da alma humana, encontraras recursos para servir e
socorrer, orientar e amparar se tens a capacidade de ouvir e aplicar
as lições de amor que recebeste até aqui.
Acoberta o triste, com o sorriso, que te acobertou na hora da
tristeza, através da tua mãe.
Abraça ao irmão em desespero e sem fé,lembrando da fé e da esperança
que alguém depositou em ti, para que jamais caísses em desespero.
Fala aos que nada esperam da vida, dos tesouros recebidos na hora em
que o desanimo te visitou.
Transmite a herança de alegria e paz que recebes constantemente do
eterno amor, como filho.
Não guardes apenas para ti, o que pertence a outros também.
Lembra que és um veiculo ao serviço do Senhor para distribuir-lhe ,
as alegrias da alma que te confia em benefícios de todos.
Não te detenhas na paz que desfrutas, se desejas que esta te
acoberte para sempre. Não descansa enquanto haja penúria e dor em
torno de ti. Atende ao chamamento de socorro que o céu te envia,
socorrendo em distinção.
Abre as portas do coração para a piedade e a beneficência a fim de
que, as pernas e os braços, o cérebro e o coração que te abençoam a
presença na terra, sejam as ferramentas constantes de que o Pai se
serve para dizer aos homens que somos todos irmãos, e que devemos
amar no amparo e no socorro mútuo, para que desapareça duma vez por
todas, a imagem degradante da indiferença, na forma de orgulho e da
vaidade que nos separam quais seres diferentes uns dos outros, a
procura de um Pai para cada um.
Paz, muita paz, filhos!
Psicografado em SP 20/10/71 no
PAZ, AMOR E CARIDADE.
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