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Senhor, fazei-me
instrumento de vossa paz.
Onde houver ódio, que eu leve o amor,
Onde houver ofensa , que eu leve o perdão,
Onde houver discórdia, que eu leve a união,
Onde houver dúvida, que eu leve a fé,
Onde houver erro, que eu leve a verdade,
Onde houver desespero, que eu leve a esperança,
Onde houver tristeza, que eu leve a alegria,
Onde houver trevas, que eu leve a luz.
Ó Mestre, fazei que
eu procure mais
consolar que ser consolado;
compreender que ser compreendido,
amar, que ser amado.
Pois é dando que se recebe
é perdoando que se é perdoado
e é morrendo que se nasce para a vida eterna...
Francisco de Assis viveu a
mensagem do Evangelho de modo a consolidar a
palavra
Amor
, fazendo-a sair da teoria e avançar
para a prática no dia a dia. Não há jeito na
terra de pensar e escrever sobre a caridade, sem
lembrar do homem da Úmbria: todos os caminhos
por onde passou falam dele. Deixou impregnado no
tempo e no espaço, nas coisas e na própria
natureza, algo de divino, que somente o tempo
poderá revelar no futuro, para a grandeza da fé.
Não se pode lembrar dos hansenianos sem
encontrar a figura extraordinária de Francisco;
não se pode falar da assistência social, sem que
ele esteja no meio; não se pode referir ao amor,
sem a sua benfeitora irradiação.
O Cristo operava no mundo pelas
mãos angélicas desse Anjo de Deus, confortando
os doentes, curando os enfermos, instruindo os
ignorantes, fartando os famintos e vestindo os
nus. Dava sem receber e recebia distribuindo.
Amava sem exigências e, quando ofendido, amava o
ofensor. Abençoava a todos, e, quando
apedrejado, servia mais. Falava em ferir, e,
quando ferido, compreendia o revoltado. Nunca se
indignava e, quando em meio a revolta, orava em
favor de todos. Trabalhava e amava o trabalho.
Defrontando-se com a inércia, estimulava o
labor. Tinha como base da felicidade, a alegria.
Quando encontrava a tristeza, alegrava-se mais.
Não falava em doenças. Quando encontrava
enfermos, enfatizava a saúde, sem esquecer da
fé. Ouvia em silêncio os que sofriam e falava
quando a sua palavra fosse consolo ou paz.
Desejava o bem de todos, sem cogitar de onde
procediam, para onde iam, a qual escola ou
partido político pertenciam. Não era dado a
examinar procedências para servir, pois via a
todos como filhos de Deus.
Francisco de Assis
mostra o quanto vale o amor e faz
a humanidade conhecer aquele Cristo de há dois
mil anos, fundindo e refundindo todas as
virtudes, na expressão que a sua vida nos
oferta. Francisco venceu a morte porque venceu
as imperfeições, lutou contra os instintos
inferiores e alcançou a vitória sobre os
inimigos internos, consolidou os dons
espirituais no coração e irradiou o Bem em todas
as direções.
Foi bom. Foi justo. Foi honesto.
Foi feliz. Foi trabalhador. Foi irmão. Foi
perdão. Foi manso. Foi energético. Foi
compreensivo. Foi caridoso. Foi carinhoso. Foi
pai. Foi tolerante. Foi humilde. Foi pastor. Foi
santo. Foi místico. Foi homem. Foi Anjo.
Porque cultivou um jardim de
virtudes dentro do coração, na presença do
Cristo e na lavoura de Deus.
(Bezerra - Belo Horizonte, 19
de julho de 1982)
(Livro: Francisco de Assis
/ espírito Miramez / João Nunes Maia))
APÓSTOLO JOÃO, O EVANGELISTA – O
INÍCIO DO NOME FRANCISCO
Mas, os soldados, temendo a vida
de Pai João, ... Propuseram, então, ao homem
santo, que vestisse uma farda velha de um dos
soldados, raspasse o cabelo e trocasse o nome,
transferindo-se para Éfeso, onde poderia
permanecer como um desconhecido. Eles lhe
sugeriram o nome de Francisco, que o
Evangelista, sorrindo, aceitou.
Pai Francisco era adorado, pois
sua pessoa trazia para o ambiente a presença do
Cristo.
Está é uma fração da história do
grande vidente do Apocalipse. Os escritores
antigos e modernos perderam o fio dos fatos que
com ele ocorreram. Quem poderia ter escrito
muito sobre ele seria Pátius, mas, logo que pode
tomar essa atitude, foi chamado para o além, por
lei irremovível do destino. .. Após desencarnar,
Pátius o acompanhou, pela afinidade do coração.
Tempos depois já no século XII,
voltaram juntos, reencarnando-se na velha
Itália, como mestre e discípulo, por se
encontrarem naquelas plagas, campos de trabalho
que requeriam maior urgência.
1181 – SÉCULO XII
SÍNTESE DO MOVIMENTO ESPIRITUAL
NA TERRA
Francisco de Assis desceu à Terra
em meio de enorme e terrível carnificina. A
Idade Média fazia do mundo um palco nefando de
ódio e de vingança. Depois de mil anos de
cristianismo, foram abertas as portas das
trevas, e ela foi tumultuada pelos agentes das
sombras, contudo, Deus, em sua divina
esquemática, não esquecerá das devidas
proteções.” (Livro Francisco de Assis/esp.
Miramez/João Nunes Maia)
OS PREPARATIVOS E A CONCEPÇÃO NO
DIA 24.12.1181 – SÉCULO XII
O espírito João Evangelista, em
alta madrugada, adentrou a nave de descanso dos
Bernardone. Sua futura mãe dormia serenamente,
qual um Anjo, viajando nos espaços infinitos.
Maria Picallini, ao avistar
aquela esplêndida figura espiritual dentro do
seu quarto, não teve dúvidas de que se tratava
daquele com o qual havia sonhado muitas vezes.
Minha irmã, disse João, que a paz
de Jesus Cristo seja em teu coração, e te faça
dentre as mulheres uma mãe e que seja minha, por
excelência da vida! A minha gratidão nunca
faltará, por esse teu gesto de amor; agradeceria
poder nascer por teu intermédio.
O teu consentimento significa o
selo da nossa união, em nome de Deus e do nosso
Mestre.
Não sou dona de mim mesma, quando
se trata da vontade do Mestre, respondeu Maria
Picallini e continuando, que Deus me ajude a
compreender os meus deveres diante de tão
relevante tarefa no mundo! Sim, serás meu filho!
Perguntou Pedro Bernadone: - Que
queres de mim? Ao que João amavelmente
respondeu: - Que sejas meu pai! Desejo nascer
neste lar; não obstante, sem a tua aquiescência,
terei que procurar outro.
Se depende de mim, meu deus,
faça-se a tua vontade, que seremos os teus
escravos. Pelo que vejo, a minha esposa já
aceitou, e eu o aceito igualmente.
................................
O discípulo de Jesus já estava
ligado ao seu futuro corpo, em nome d'Aquele que
é o Caminho, a Verdade e a Vida.
..................................
Era, aquela, a noite que
antecedeu ao dia vinte e cinco de dezembro, data
festejada em todo o mundo Cristão, como a do
nascimento de Nosso Senhor Jesus Cristo. Foi
essa data que João Evangelista escolheu para
atar seus laços na vida física, como Francisco
Bernardone, sob as benções do Mundo Maior!
Era o ano de 1181.
O Natal de Jesus! ... Quando
fazia 1.181 anos que o Cristo se fizera visível
na terra, o Seu Discípulo do Amor crucificava-se
na carne com sete amarras, que somente a morte
física poderia desatar, quando o destino
indicasse o tempo marcado pela divindade, para
que o espírito voltasse a Pátria Espiritual.
(Livro Francisco de Assis/espírito Miramez /João
Nunes Maia)
A MISSÃO DE FRANCISCO
João Evangelista, como vigilante
da Espiritualidade Maior, regressou como
Francisco de Assis, na Úmbria, Itália, com a
sagrada missão de aliviar, por misericórdia, o
fardo pesado que estava imposto pelas Cruzadas
aos ombros dos homens.” (Livro Francisco de
Assis/espírito Miramez/João Nunes Maia)
MISSÃO DOS 201
Junto com ele, reencarnou também
Pátius, o discípulo que formou quando se chamava
João, o Evangelista, o último dos doze, na
cidade de Éfeso, logo depois de deixar seu
exílio na ilha de Patmos, onde viveu por longos
7 anos.
Pátius, junto com Francisco,
chamou-se Frei Leão, escrevia tudo que o
Iluminado dizia como médium do Cristo e depois
as mensagens eram enviadas às igrejas de maior
expressão que depois as transmitia as demais.
Filho do casal Renuns, Pátius ou
Frei leão, depois volta sozinho à Itália, tendo
Francisco como mentor espiritual e chama-se
Pietro Ubaldi.
“Os grandes missionários, dos
quais Francisco de Assis era o mais lúcido,
contrabalançavam o mundo doutrinário, não
deixando desaparecer a fé em deus e os
exercícios espirituais em busca dos sentimentos
altruísticos.” (Livro Francisco de
Assis/espírito Miramez/João Nunes Maia)
NASCE FRANCISCO
O calendário marcava 26 de
setembro de 1182. O dia amanhecera mostrando
límpido céu azul e o sol concedia seus raios
nascentes, em diáfana claridade. O vento soprava
com suavidade, cujos sons assemelhavam-se a
acordes de delicados instrumentos, como se a
natureza oferecesse ao mundo celestial
musicalidade, em agradecimento à presença de
quem sabia falar a todos os seus reinos. Qual
filigrana de luz, descia sobre toda a Úmbria
sutis eflúvios magnéticos, qual delicada rede de
safírica coloração, tudo envolvendo em sua mansa
acomodação. Forças cósmicas, em inteligente
movimentação, anulavam quaisquer atividades que
pudessem empanar a cosmografia ambiental.
Já anoitecia e sobre a mansão dos
Bernadone caía, levemente, diáfana névoa como
bênçãos enviadas dos páramos espirituais mais
elevados, em favor de seus moradores.
Maria Picallini, ao sentir que a
natureza estava prestes a apartar seu filho de
suas entranhas, não desejando permanecer no luxo
da mansão, fez com que Jarla a levasse para a
estrebaria, para que seu filho nascesse na
simplicidade da pureza dos animais, quase se
repetindo o quadro do nascimento de Jesus.
No exato momento em que dava à
luz o seu filho, Maria Picallini, quase em
êxtase, ouviu sublimado cântico na acústica de
seu coração e viu a côrte de Anjos que viera
assistir ao regresso à terra, pelos canais da
reencarnação, de um espírito de elevada
envergadura, fazendo-se homem nos caminhos do
mundo.
Jarla, que levara consigo os
apetrechos necessários ao parto, emocionada,
separava mãe e filho, cortando o laço físico que
os unia, eternizando assim os laços espirituais
daquele ser com toda a humanidade.
(Livro Francisco de
Assis/espírito Miramez/João Nunes Maia)
Fonte da sinopse bibliográfica: http://www.aefa.com.br/biografias.html
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